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  • Luciana Corrêa

Era uma vez uma apple pie...❤ (com a receita)

Atualizado: 9 de jan. de 2021



Vamos falar de torta?


Escolhemos a Homemade Apple Pie para ser a estrela de nosso segundo encontro do COZYnhar Club!

Antes de colocarmos a mão, literalmente, na massa e aos moldes de um clube do livro, em nosso clube de cozinha, estudamos a história da receita a ser realizada. Vamos a ela!


As tortas de todo tipo já existem desde a Idade Média, mas o primeiro registro, uma receita de English Apple Pie, data de 1381, na Inglaterra, e era muito diferente do que hoje a conhecemos. Além de não levar açúcar, pois era um ingrediente extremamente caro e raro de se encontrar na época, levava outras frutas além da maçã e sua base (a massa) não era feita para consumir, apenas para conter o recheio.


Por volta de 1545, o açúcar já mais viável em termos de custo e distribuição, as tortas passaram a ter este ingrediente e a base da torta (a massa) começou a ser feita para o consumo também. Mais gostoso, né?


A tão famosa American Apple Pie origina-se desta inglesa. Por volta de 1620, com a colonização inglesa, os colonos que chegaram aos EUA encontraram apenas maças silvestres, as únicas por lá. Eles trouxeram o habito de fazer as apple pies, além de plantarem árvores de qualidades diversas de maçã nos EUA.


A apple pie se popularizou tanto nos EUA sendo amplamente consumida por todo o país em muitas comemorações e em festas tradicionais. É um símbolo de patriotismo dos americanos. A frase: “as American, as an apple pie” refere-se a tudo o que representa positivamente a cultura americana.


Muito interessante observar que quanto mais antiga a receita é, mais ela se confunde com a história da humanidade. Encontramos, em nossas pesquisas, muitas outras informações sobre esta torta, mas colocamos aqui algo mais resumido.

Encontramos, por exemplo, entrelaçada a ela a história da canela, outro ingrediente muito utilizado nas tortas de maça, que se confunde com a história das grandes navegações. Encontramos também a história de Johnny Appleseed, herói folclórico americano que saía para semear macieiras e, conta-se, foi um dos responsáveis por disseminar qualidades diversas de maça nos EUA.

Bom, agora vamos a ela! A receita que fizemos no dia!


Ingredientes para a massa:

1 ovo para pincelar e 1 colher de sopa de açúcar demerara

1 pitada de sal

300 g de manteiga sem sal (fria, não gelada)

120 ml de água gelada

375g de farinha de trigo e

Um pouquinho de farinha de trigo para polvilhar

Ingredientes para o recheio:

1 kg de maça (descascadas e cortadas em fatias finas- faremos na hora)

Caldo de 1/2 limão siciliano, raspas desse limão

60g de Açúcar

1 colher de sopa cheia de maisena (peneirada)

Canela (a gosto)

Passas claras (a gosto)

5 unidades de cravo (opcional - o sabor fica bem pronunciado)


Modo de Fazer:

Pré-aqueça o forno a 180 graus.

Misture cubos bem pequenos de manteiga na farinha.

Com as pontas dos dedos vá, delicadamente, transformando esta mistura em uma farofa. Não trabalhe demais a farinha!

Dissolva o sal na água gelada e coloque de uma vez só na massa. Trabalhe (pouco) até virar uma massa homogênea e lisa.

Faça uma bolinha e deixe descansar na geladeira em um saco plástico (ideal por 30 minutos).

Descasque as maçãs, de preferência, com descascador de frutas. Isso, para não desperdiçar o alimento e porque entre a maçã e a casca tem a Pectina.


OBS: a pectina está presente em pequenas quantidades nas frutas cítricas: na pera, no pêssego e na maçã, principalmente. Possui um importante poder gelificante, ou seja, é capaz de formar gel quando combinada com o açúcar especial denominado açúcar gelificante, por isso é aplicada como espessante e emulsificante na indústria alimentícia. Para fins comerciais, a pectina é produzida a partir das cascas ou da polpa da laranja ou de maçãs. Utiliza-se a pectina na produção de geleias, compotas, sorvetes, recheios de chocolate, sucos de frutas e em alguns tipos de medicamentos.

Trata-se de um composto muito importante para a digestão, uma vez que facilita a síntese de proteínas e lipídios e regula a absorção de carboidratos pelo organismo. Por ser um tipo de fibra alimentar, a pectina ao ser consumida, forma uma espécie de gel juntamente com a água, que conterá a gordura consumida, dificultando a absorção e o armazenamento dessas gorduras. Além disso, a pectina também é capaz de diminuir a sensação de fome, o que faz com que o indivíduo consuma menos calorias, diminuindo os níveis de colesterol e triglicérides no organismo. Devido a tais propriedades, muitas pessoas introduzem à dieta a farinha da casca do maracujá e a parte branca da laranja triturada e fervida, importante fontes de pectina.


Voltando para a receita...

Vá colocando os pedaços de maça em um bowl com o suco do limão para não amarelar.

Coloque as raspas de limão e a maisena nas maças, envolvendo-as bem.

Abra metade da massa e forre a forma de 25cm.

Coloque, aos poucos, as maças na massa e vá acrescentando os demais ingredientes, até que todas fiquem “temperadas”. Ou seja, um pouco de maça, açúcar, canela, passas, cravo, mais maça, canela, açúcar e assim por diante.

Pincelar água na bordinha da massa que irá colar na de cima

Abrir a segunda massa, fazer um buraco redondo de aproximadamente 1 cm no centro da torta, para que todos os vapores internos escapem. Cobrir a torta.

Fazer movimento com os dedos para dar um formato.

Pincelar com 1 ovo batido

Polvilhar com o açúcar demerara e levar ao forno

Levar ao forno por 1 hora ou até que fique dourada.

Retirar do forno e deixar ainda 15 minutos descansando. Só depois desse tempo, retirar da forma.

Servir quente com sorvete de creme ou chantilly!


Luciana Corrêa – Mixing things with Love

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